Solitário(a)

            Mario Vargas Llosa em seu Cartas a um Jovem Escritor metaforicamente diz que a necessidade de escrever é semelhante àquela que os portadores de uma solitária têm pelo alimento. É como se vivêssemos para saciar o parasita que habita em nós. Em palavras textuais ele diz o seguinte:             

            Sua decisão de assumir como destino seu gosto pela literatura terá de se converter em servidão, em nada menos que escravidão. [...] Já lhe aconteceu de conhecer alguém que carregasse nas entranhas esse abominável parasita?— Continua ele referindo-se à solitária — Uma vez instalada em um organismo, a solitária se funde a ele, alimenta-se dele, cresce e se fortalece às suas expensas e é dificílimo arrancá-la deste corpo em que ela se desenvolve e impera.

            Vargas Llosa sugere que quem fez a escolha por uma vida literária repetiu algo que, dizem, faziam algumas mulheres no século XIX, preocupadas com a gordura e resolvidas a recuperar uma silhueta de sílfide: engoliam uma solitária.

            Pensem nisso.

2 Respostas para “Solitário(a)”

  1. OI Leo!

    Já li esse livro e tenho fascinação pelas dicas! Eu acho que engoli uma solitária, mas ela é bem literária, eheheheh

    Me diga, será que a gente consegue reunir as pessoas do Inventário depois do Carnaval?

    Beijoca

    Cris

  2. Este livro realmente traz algumas dicas valiosas. Especialmente quando ele fala sobre a mudança de plano – algo que ele chama de “guinadas” se não estou enganado. É uma boa fonte.
    Um abraço,
    Leo

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