Solitário(a)
Mario Vargas Llosa em seu Cartas a um Jovem Escritor metaforicamente diz que a necessidade de escrever é semelhante àquela que os portadores de uma solitária têm pelo alimento. É como se vivêssemos para saciar o parasita que habita em nós. Em palavras textuais ele diz o seguinte:
Sua decisão de assumir como destino seu gosto pela literatura terá de se converter em servidão, em nada menos que escravidão. [...] Já lhe aconteceu de conhecer alguém que carregasse nas entranhas esse abominável parasita?— Continua ele referindo-se à solitária — Uma vez instalada em um organismo, a solitária se funde a ele, alimenta-se dele, cresce e se fortalece às suas expensas e é dificílimo arrancá-la deste corpo em que ela se desenvolve e impera.
Vargas Llosa sugere que quem fez a escolha por uma vida literária repetiu algo que, dizem, faziam algumas mulheres no século XIX, preocupadas com a gordura e resolvidas a recuperar uma silhueta de sílfide: engoliam uma solitária.
Pensem nisso.
Janeiro 30, 2008 às 9:31 pm
OI Leo!
Já li esse livro e tenho fascinação pelas dicas! Eu acho que engoli uma solitária, mas ela é bem literária, eheheheh
Me diga, será que a gente consegue reunir as pessoas do Inventário depois do Carnaval?
Beijoca
Cris
Fevereiro 19, 2008 às 12:57 am
Este livro realmente traz algumas dicas valiosas. Especialmente quando ele fala sobre a mudança de plano – algo que ele chama de “guinadas” se não estou enganado. É uma boa fonte.
Um abraço,
Leo