No porta-malas do meu Galaxie

[…]

            Aonde tu vais com este tapete? — perguntou.

            Não é meu. Já estava aí quando eu entrei — improvisei fechando a porta.

            Alguém deve estar de mudança — ela disse com a voz exausta.

            É, deve ser isso!

            Queres companhia pra hoje, fortão? (ela me chama assim).

            Não, obrigado, estou de saída.

    No térreo a geringonça pára e ela desce, dando uma última olhada na direção do Osvaldo. Ainda a ouço avisando o zelador que alguém esqueceu um tapete no elevador. Mas já estou outra vez em movimento.       

      Desembarco no subsolo e carrego o corpo até o carro. Escolhi este modelo pelo espaço no porta-malas. Vado não é o primeiro a experimentar o conforto do meu Galaxie.

[…]

Trecho de “Desova”

Leia o texto na íntegra na página “Contos” deste mesmo Sítio e deixe suas impressões.

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