O Ingênuo Gatsby

O Grande Gatsby, de F.S. Fitzgerald, é considerado por boa parte da crítica como “o grande romance da literatura americana”. Mas, por quê?

Primeiro porque se passa justamente nos anos 20, década que marca o início da prosperidade da sociedade americana, quando se cunha a expressão, do “sonho americano”. Segundo porque é uma leitura prazerosa com um tema sedutor: o amor e a eterna juventude. 

Jay Gatsby é um ícone da sua época: jovem, rico, benevolente, culto, misterioso e amável anfitrião que promove festas de arromba em sua mansão em Long Island. O cativante milionário, parece não ligar para os aproveitadores que frequentam sua casa semanalmente e pouco se envolve com os convidados. Até entrar em cena Nick Carraway, vizinho de Gatsby e que não demora a se tornar seu confidente. É a partir desta relação (aliás é Carraway quem narra a história) que passamos a desvendar o mistério em torno do protagonista.

Um homem que fez fortuna de forma ilegal – vendendo bebida durante a lei seca (há algumas insinuações a este respeito) – tinha o mundo a seus pés, mas que era infeliz, pois lhe faltava Daisy. Garota com quem ele havia vivido uma pequena paixão no início da juventude e de quem se separara durante a guerra.

Gatsby dava estas festas na esperança de que Daisy comparecesse a alguma delas – afinal a cidade toda ia. E a reputação destas recepções repercutiam em toda a sociedade. Ele tinha verdadeira obsessão em reatar com ela, acreditava que o faria na primeira oportunidade. Carraway, adivinhem, foi o elo de ligação entre o casal, uma vez que era amigo próximo de Daisy (coincidência?).

A dissimulação de Daisy engana a todos no primeiro momento, até mesmo os leitores acreditam na reciprocidade do seu amor. Aos poucos a narrativa nos revela a rápida deterioração da convicção de Daisy com relação à sua escolha (ela abandonaria o marido para viver com seu velho), apenas o ingênuo Gatsby não percebe a fugacidade do sentimento de Daisy. E quando este sentimento é posto a prova, ela o deixa.

Nick Carraway, de coadjuvante, assume o papel mais digno ao final do romance. Tentando, sem sucesso, sensibilizar os amigos de Gatsby – que há pouco tempo serviam-se de sua hospitalidade – a comparecerem ao seu funeral.

O livro de Fitzgerald, embora não tenha essa intenção explícita, pode ser lido como um ensaio, uma reflexão crítica, sobre os valores de uma sociedade que se formava. 

O Grande Gatsby não é um livro politicamente correto, é apenas um belo livro de amor.

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“Se algum dia você foi jovem e se apaixonou, Fitzgerald escreveu O grande Gatsby… só pra você” (Paulo Francis)

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2 Respostas to “O Ingênuo Gatsby”

  1. Oi! eu adorei o teu blog tanto que agora tou te deixando um recadinho.Sabe que agora eu vou te deixar sempre um recadinho pra ti.
    O teu blog ta muitooooooooooo legal mas eu ainda não li todo mas só da parte que eu li já de pra vê que ta bem legal mas eu preciso ler todo pra te deixar um recaco não um recadinhho e sim u recadão. Eu amei tudo o que eu lia fora vô le todinho todinho todão hehehe.

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