A noite em que o céu desceu

A passagem de Paul McCartney por Porto Alegre foi uma noite memorável. Tinha de ser assim. Só podia ser assim.
Centenas de resenhas – que começaram a ser escritas imediatamente após o último bis (e foram 3!) – relataram a energia, o repertório e, principalmente, o carisma do beatle (não entendo porque o chamam de ex-beatle).
Gravei uma imagem que talvez descreva um pouco do que aconteceu naquela noite na beira do rio Guaíba: todas as luzes apagadas (inclusive as do palco) e, lá do alto da arquibancada superior, era como se céu e terra tivessem mudado de posição. Parte das 30.000 pessoas que habitavam o gramado imitavam estrelas casuais com a luminosidade das máquinas fotográficas. O contraste com o escuro da noite nos fazia pensar que estávamos acima do céu. Pra onde Paul nos levou durante as três horas em que esteve entre nós.

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2 Respostas to “A noite em que o céu desceu”

  1. Máquinas fotográficas? Não acredito!

  2. Sim, máquinas fotográficas. Cada uma capturando pra si uma imagem do Beatle, como se fosse possível apropriar-se daquele instante e torná-lo eterno.
    Assim são os gênios. Todos nos sentimos um pouco donos de suas obras.

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