Biografias

Este tema sempre gera uma discussão interessante.
As biografias independentes e não autorizadas costumam ser mais apreciadas pela suposta isenção dos autores que (se forem competentes) baseiam-se em documentos, depoimentos e fatos históricos exaustivamente pesquisados. Sob esse aspecto, o leitor espera mais credibilidade na história, apresentada sem filtros, sem omissões e sem censura.
Mas e quanto à descrição dos sentimentos e motivações que estão por trás de cada fato histórico? Esses, somente o próprio biografado pode revelar. Então, as autobiografias são mais humanas, viscerais? Mas e se o biografado omitir ou distorcer algum fato importante do ponto de vista histórico? Ora, isso também fará parte da história e ficará para algum biógrafo profissional revelar.
Façam suas escolhas. Como leitores de ficção, talvez prefiramos ouví-las do próprio protagonista, em primeira pessoa, mesmo com as ressalvas que mereçam, ou não, ser feitas. Será que depois de ler “Viver para Contar” de Gabriel Garcia Marquez ou “Vida” de Keith Richards, alguém vai querer ouvir essas histórias contadas por outro?

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