O outro lado de ser outro

Tema tentador para os autores espalhados ao redor do globo, “O Homem Duplicado” de José Saramago traz um enredo bem sucedido para explorar a questão d’O outro.

Neste romance publicado em 2002, Saramago nos apresenta Terturliano Máximo Afonso e seu duplo, Antonio Claro, que, como ator que é, utiliza ainda o pseudônimo de Daniel de Santa-Clara.

Muito além do inusitado e curioso fato de encontrarem-se dois sósias, cópias perfeitas um do outro, e da perturbação natural que tal descoberta provoca é no narrador intrometido de Saramago que encontra-se o grande valor literário da obra.

O autor português entra tão habilmente na mente dos personagens – e todos sabemos como Saramago é detalhista, descritivo, lento e retórico – que o leitor tem tempo de elaborar as alternativas para a narrativa em tempo real e em conjunto os personagens.

O homem duplicado é uma daquelas histórias que envolvem de tal forma que é difícil largar o livro antes do fim.

 

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