Filosofia sem sal

O departamento de marketing das editoras às vezes prepara armadilhas que nos pegam na menor distração. É o que acontece, por exemplo, com “O Sal da Vida”, da antropóloga Françoise Héritier.

Com o apelo de “O Livro mais vendido na França” – selo estampado na capa – e um tema sempre interessante, é um convite à compra por impulso.

Porém, ao constatar, já no segundo capítulo, que são reflexões rasas e pessoais que fazem sentido apenas para a autora e seu interlocutor (a quem são dirigidas as missivas), perdemos rapidamente o interesse pelo texto do Best Seller francês..

A menos que tu gostes de estimular as reflexões através de clichês, esse livro pouco vai te acrescentar.

As grandes transformações são provocadas por ideias abertas, que nos causam algum tipo de estranhamento e perturbação que ficam repercutindo em nosso íntimo mesmo após encerrada a leitura. São ideias que nos dão uma outra percepção ou perspectiva sobre verdades até então, incontestáveis, à partir de onde não se consegue mais voltar ao estado original.

Infelizmente, não é o que acontece n”O Sal da Vida”. Héritier, nos oferece um prato sonso, sem gosto, apenas com o temperinho que já estamos acostumados a provar.

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