Mal cozidos e mal temperados

Escrever é uma atividade solitária, repetem os autores sempre que precisam improvisar uma reflexão sobre o ofício. Quando dois autores se propõem a escrever em parceria é bem provável que o resultado seja pior do que o que cada um produziria separado.

É o que acontece em “E os hipopótamos foram cozidos em seus tanques”, livro escrito “a quatro mãos” por Willian Burroughs e Jack Kerouac. A opção da dupla neste projeto, foi que cada um teria um narrador em primeira pessoa que, em capítulos alternados, contaria a história de um terceiro protagonista que seria o elo entre os dois personagens-narradores.

A ideia é boa, mas não funciona.

Burroughs (Will Dennison, no livro) se cansa da história modorrenta de Kerouac (Mike Ryko). A partir deste ponto, é Ryko quem assume o protagonismo da história e Dennison passa a ser um mero coadjuvante que perde a força e se torna completamente supérfluo ao texto.

Resultado; um livro dispensável e decepcionante a julgar pelos nomes que estão na capa.Kerouac e Burroughs

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