Discussão sobre ficção e não ficção

 

Contar histórias reais pode ser um relato de importante valor histórico. Escrever sobre personagens notáveis de carne e osso pode provocar alguma transformação no escriba e até ser inspirador ao leitor, mas a liberdade que o universo ficcional oferece permite mergulhar mais profundamente em questões importantes da existência.

Sem filtros, as grandes obras literárias nos revelam o homem na sua mais pura essência e sem compromissos históricos que limitem seus atos ou maquiem suas personalidades. Não são heróis, tampouco perfeitos. Apenas são um reflexo íntimo e cru dos aspectos mais fundamentais do ser humano.

Certo dia em um debate informal sobre gênero, um dos interlocutores indagou àquele que defendia a literatura aos livros de história (como as biografias e os relatos sobre as guerras mundiais).

“Como vocês podem gostar de ler uma história inventada, que não aconteceu?”, indagou de forma que julgou arrebatadora e definitiva de sua argumentação.

“Os personagens são fictícios, mas as histórias são reais. Pois tratam da natureza humana e se não aconteceram, foi por mero capricho dos fatos”, respondeu inapelável seu debatedor.

Aí está, uma bela definição da ficção.

 

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