Arquivo para João Gilberto Noll

Sobre escrever X

Posted in literatura, Sobre Escrever with tags on março 29, 2017 by Leonardo Colucci

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“Eu não escrevo com uma programação. Deixo que os cavalos mentais me arrastem. Me deixo levar e, só depois, me torno um obsessivo pela limpeza do texto.”

 

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– João Gilberto Noll, autor porto-alegrense que nos deixou no dia de hoje.

 

Sobre escrever VII

Posted in literatura, Sobre Escrever with tags , , , , , on agosto 16, 2013 by Leonardo Colucci

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“Escrevo porque vou morrer”

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João Gilberto Noll em entrevista para o caderno Cultura do jornal Zero Hora de 03.08.2013 onde comenta toda a sua obra e fala sobre as suas motivações e processo criativo.

Gauchada na Lista

Posted in literatura with tags , , , , , on junho 5, 2013 by Leonardo Colucci

Saiu a lista dos indicados ao premio Portugal telecom.

Além de Mia Couto (maravilhoso) e dos portugueses António Lobo Antunes e Valter Hugo Mãe, chama atenção a quantidade de autores nascidos (ou criados) no Rio Grande do Sul.

Entre as indicações gaudérias nomes como: Fabricio Carpinejar, João Gilberto Noll, Carlos Nejar, Cintia Moscovich, Daniel Galera (1/2 gaúcho) e Márcia Tiburi.

Torço pela Cintia que concorre com “Essa Coisa Brilhante Que É A Chuva” (Ed. Record).

Pra conferir a lista completa: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2013/06/1288914-premio-portugal-telecom-divulga-lista-de-semifinalistas.shtml

Solidão Continental

Posted in literatura with tags , , , , , on novembro 14, 2012 by Leonardo Colucci

Muitos bons autores  revelam ter uma dificuldade tremenda em escolher o título de suas obras. Algumas editoras tem profissionais especialistas neste quesito que estão ali tão somente para avaliar, sugerir e ajudar editores e escritores a nomear textos ou livros. Talvez este tenha sido o caso da mais recente publicação do gaúcho João Gilberto Noll em seu “Solidão Continental” lançado pela editora Record.

Além de um bom apelo mercadológico, pois o título instiga, provoca, na medida em que prepara o leitor para um estado de solidão grandioso, perene, maior do que os sentimentos comuns. E a isso, o enredo é inteiramente fiel. Noll nos apresenta um protagonista que narra seus relacionamentos fracassados nos 3 continentes americanos. Descobrimos um homem de meia-idade percebendo-se fadado à solidão após inúmeros relacionamentos sempre complicados.

Mas uma outra análise pode ser feita: Para quem é morador de Porto Alegre, a narrativa ganha outra significação. Acompanhando a trajetória do protagonista na sua auto-conscientização de que está só, visitamos lugares conhecidos da cidade onde ocorrem os momentos mais tensos e tristes da trama. E é aí que se entende um outro aspecto desta solidão que pode ser continental, na medida em que ao nosso lado pode estar uma pessoa vivendo um drama pessoal semelhante sem que ninguém, no ritmo apressado da cidade grande, ou no simples egoísmo de cuidarem apenas da sua própria vida, perceba e lhe ofereça qualquer tipo de solidariedade.