Se tem zumbi é bom

Assim, Daniel Galera escreve na apresentação de “Areia nos Dentes”, romance de estréia do gaúcho Antônio Xerxenesky, publicado em 2009.

A trama se passa na fictícia Mawrak, no deserto mexicano e tem todos os ingredientes de um bom faroeste: duas famílias inimigas, homens que duelam pela honra, uma donzela que se entrega ao mocinho em um estábulo, cavalos, índios, um saloon/prostíbulo, um delegado recém chegado e … zumbis.
Sim, zumbis. É aí que o enredo começa a se diferenciar dos tradicionais bang-bangs.

Após a morte de Martin – assassinado em circunstâncias não esclarecidas -, o patriarca dos Ramirez teme que os Marlowes dominem a cidade, pois o filho que restara vivo, não é exatamente um bom atirador. Não vendo outra alternativa para impedir a derrocada dos Ramirez, o patriarca (já alquebrado) manda que seu filho Juan procure o Xamã – um feiticeiro local – para que este convoque os mortos a invadirem Mawrak e impessam que os Marlowe levem a cabo o plano de extermínio.

O suposto plano não chega a se concretizar, aliás não passa de uma fantasia na cabeça do velho Ramirez, mas a consequencia do feitiço do Xamã, esta sim, se revela avassaladora.

Em poucas horas a cidade está invadida pelos Zumbis. Todos os mortos de Mawrak se levantam e atacam seus conterrâneos em busca do alimento predileto de todo o zumbi que se preze: cérebro.

À partir daí a luta entre o bem e o mal reassume os roteiros tradicionais das histórias de zumbi, mas continua uma leitura deliciosa.

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