No ano em que a morte de Edgard Alan Poe faz 160 anos, várias homenagens estão
sendo prestadas em diferentes partes do mundo. Na que mais orgulharia o autor de “A Casa de Usher”, 5 cidades americanas disputaram a honra de reter os restos mortais de Poe. Venceu Baltimore, cidade onde ele morreu aos 40 anos e que abriga um Museu dedicado a autor na casa onde ele viveu no final da adolescência.
Quando Allan Poe morreu em 1849, seu falecimento não se tornou público, por isso apenas 10 pessoas participaram da cerimônia de despedida. Então, no início do mês, Baltimore concedeu-lhe o funeral que ele realmente merecia. A mórbida cerimônia, que transferiu os restos mortais de Poe para sua morada definitiva, contou com um caixão tansparente que continha uma réplica da imagem do autor e foi acompanhada por uma legião de fãs da literatura fantástica.
Este traslado deve alterar a rotina do homem conhecido como “Poe Toaster” (em tradução livre, o homem que brinda Poe). Trata-se de um fã desconhecido que deixa uma garrafa de conhaque e rosas no túmulo original do autor. O visitante misterioso sempre aparece quando o cemitério está fechado, nas primeiras horas do dia e seu tributo nunca foi testemunhado por ninguém. Talvez seja um dos personagens prestando homenagem ao seu criador…



O uruguaio Horácio Quiroga, autor de contos magníficos como “A galinha degolada” e “Almofada de Penas”, é um dos melhores contistas latino-americanos. Além de ter deixado uma obra que serve como referência ou influência para muitos autores elaborou o decálogo reproduzido abaixo. Pouca coisa pode ser acrescentada a este apanhado de valiosas dicas:
Eu que já havia me surpreendido com o jovem ucraniano Alex em Tudo se Ilumina, de Jonathan Safran Foer, acabo de conhecer o, também apaixonante, Oskar Shell.